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Dom, 31 de Maio de 2009 14:59 |
Raquel Recuero - Social Media link para o post original Entre alguns dos primeiros dados interessantes, que comentei na Campus Party, da minha pesquisa e da Gabriela Zago sobre o uso do Twitter no Brasil foi a compreensão de que a ferramenta, pelo menos aqui, parece ter um forte de caráter informacional. Não significa que as pessoas não usem o Twitter para conversar, ou para dizer o que estão fazendo (trabalhos que apontam isso estão, por exemplo, com Honeycutt & Herring, 2009 - uso conversacional; Java et al., 2007; Mischaud, 2007 - uso informacional e conversacional). Usam para isso também. Mas o caráter de receber informações novas é extremamente valorizado pelos usuários e aparece também na amostra de tweets que recolhemos. Twitter como ferramenta de informação O que tem aparecido, por enquanto, é que o Twitter é uma ferramenta onde a informação é super valorizada. A informação pode dar seguidores, valorizar sua conta, construir reputação e outros valores de capital social. Durante os dias em que estive afundada na Public Timeline da ferramenta, pude ver uma quantidade enorme de pessoas que já se deram conta disso e usam suas contas no Twitter para fazer propaganda de seus blogs, seus flickrs e por aí afora. Na pesquisa, observamos que a expressiva maioria dos respondentes dizia clicar nos links que recebe no Twitter. Isso mostra uma grande credibilidade das informações publicadas na ferramenta. Mais do que isso, muitos usuários parecem engajar-se na busca por informações relevantes para seus seguidores. Broadcast do “eu” Mas mesmo que as pessoas publiquem informações que julguem relevantes, que publiquem o que estão fazendo ou que conversem na public timeline, elas estão publicando suas impressões e julgamentos sobre o mundo. Elas estão ativamente criando impressões nos outros a respeito de si mesmas (citando o Goffman) e controlando essas impressões pelas informações que são publicadas. Estão cuidando de suas próprias reputações. Eu falei na palestra que isso implica um pouco no fato de que o Twitter está sendo constituído como ferramenta de broadcast do eu. Por que broadcast? Porque o Twitter é a coisa mais próxima de uma ferramenta massiva que temos na Internet. Eu decido seguir alguém, mas a partir do momento em que sigo este alguém, passo a receber todas as suas mensagens, que não sei quais serão. Se fizéssemos uma analogia com a TV, seria como escolher um canal e passar a receber tudo o que ele publicar, seja propaganda, seja informação, seja gronfismo. E temos “canais” no Twitter com uma quantidade expressiva de seguidores. Com o crescimento da ferramenta, tem gente com 30, 50, 60, 200 mil seguidores. Isso é mais audiência do que muitos rádios e canais de TV no Brasil. O Twitter, assim, alcança de forma indiscriminada, em muitos casos, uma larga audiência (daí a noção de que ter muitos seguidores é um valor). Efeitos sobre a estrutura das redes sociais Nesse sentido, o Twitter é diferente dos blogs, fotologs, flickrs e etc., onde eu preciso acessar a informação que é publicada de forma ativa e escolher se desejo ou não dar atenção à ela. É mais semelhante a um canal de chat, onde há uma imensa quantidade de ruídos e informações circulando e eu preciso, em meio àquele mar, observar as conversações que me interessam (daí o valor do chamado PVT - canal privado- nessas ferramentas). Se eu resolver acessar o meu Twitter por celular, por exemplo, não tenho como escolher que informações vou receber. Receberei todas aquelas que meus seguidos publicaram, sejam elas úteis ou não. No entanto, como o uso mais valorizado do Twitter parece ser o informacional, é nessa característica que reside a beleza da coisa: Muitos usuários realmente valorizam esse ambiente caótico porque as informações que estão chegando são relevantes. Ao contrário de um chat, onde há muito lixo, o ruído no Twitter ainda é esparso. Isso quer dizer que, enquanto a apropriação for majoritariamente informacional, os usuários tenderão a seguir muita gente (com algum ponto de saturação por conta da economia de atenção), mas a falar com poucos (como Huberman, Romero & Wu, 2009 apontaram). Mas se um dia a apropriação se tornar majoritariamente conversacional, por exemplo, haverá um decréscimo da conectividade (redes com menor número de seguidores e seguidos), um aumento das trocas entre poucos usuários (maior número de “@s” trocadas e maior número de turnos nas conversas, e um estabelecimento de redes mais clusterizadas e desconectadas entre si. Eu gostaria de poder discutir mais esses dados mas, por enquanto, não posso ir muito além disso. Há muitas coisas legais que escrevi aqui e que estão efetivamente desenvolvidas em alguns artigos que estão sendo avaliados e, possivelmente, com um pouco de sorte, sejam publicados em breve e eu possa comentar aqui. :-) |
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Qui, 16 de Abril de 2009 21:33 |
Por Luiz Sammartano A importância da ação Cultura Digital para a articulação das redes sociais e integração de políticas públicas foi tema de reflexão durante o I Encontro de Bolsistas da Ação Cultura Digital, de 10 a 13 de março, em Brasília. O evento reuniu a equipe de 26 bolsistas que vão desenvolver o projeto de pesquisa Integração de Políticas de Inclusão Digital: Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva e Projeto Casa Brasil. Também passaram pelo encontro secretários do Ministério da Cultura (MinC), estudiosos e especialistas na área de comunicação web. O projeto surgiu a partir da parceria firmada entre o MinC e o Ministério de Ciências e Tecnologias (MCT). Por meio de aditivo de bolsas ao projeto Casa Brasil, do MCT, foi possível a formação das equipes para acompanhamento do Cultura Digital e unidades Casa Brasil, além do mapeamento das redes. O custeio das bolsas ficou a cargo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). |
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Dom, 12 de Abril de 2009 03:19 |
“Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede” é uma experiência diferente de publicação e divulgação de livro. Não têm editora, ficou pronto em 45 dias, está integralmente disponível pela Web, foi lançado (17/03) pelo Twitter sem anúncio formal para a imprensa, cabe em um email e recebeu mais de 500 recomendações espontâneas de leitura em três dias. Entre os autores, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons. Aqui o livro: http://paraentenderainternet.blogspot.com Aqui os autores: http://www.naozero.com.br/autores-para-entender Aqui sobre o livro e o lançamento: http://www.naozero.com.br/making-off-para-entender Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa. “Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede” reúne textos originais de ativistas, acadêmicos e profissionais que estão ajudando a inventar/moldar a cultura da Web no Brasil. Apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a Web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar. É uma experiência de produção de conteúdo educativo usando a Rede que começou na Campus Party em janeiro de 2009. É também um projeto colaborativo - literalmente - publicado com licença CC e aberto a interferências. Temas: Noções: beta, capital social / Whuffie, cauda longa, co-working, cultura do remix, cyberpunk, ética hacker, interatividade, metodologias ágeis, rede social, viral, Web 2.0 Práticas: blog, bridge-blogger, comunidades de prática, consumer-to-consumer (C2C), Creative Commons, fotografia digital, jogos eletrônicos, jornalismo colaborativo, micro-blogging, mobile, Open Space / Barcamp, peer-to-peer (P2P), podcast, propaganda online, wiki Desafios: brecha digital / exclusão digital, cyberbullying , ecologia digital, Lei Azeredo, Lei Eleitoral e internet, lixo eletrônico, pirataria, privacidade, spam, voluntariado em rede.
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Dom, 12 de Abril de 2009 03:10 |
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Disponível aqui no blog do Além das Redes, o livro fruto dos amplos debates ocorridos em Porto Alegre-RS e Natal-RN. Baixe agora o Livro do Além das Redes de Colaboração. O livro está sob uma licença Creative Commons. Lançamento oficial: dia 27/08, 19h, no Auditório da USP Leste. O Livro “Além das Redes de Colaboração” também pode ser encontrado nas melhores livrarias. A Editora da Universidade Federal da Bahia é a responsável pela distribuição da versão impressa. Contatos pelo tel/fax: (71) 3283-6164 ou e-mail:
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NOVO LIVRO DISCUTE O POTENCIAL DA INTERNET E A SOCIEDADE DO CONTROLE “Ao mesmo tempo que devora, digere e recria o telefone, o cinema, a televisão, os correios, o rádio e a indústria fonográfica, a internet se aproxima do sonho de Borges de uma biblioteca infinita, onde o saber humano está disponível ao alcance de um toque. O que fazer com tão imenso poder é a pergunta que definirá o nosso futuro. Esse livro é uma boa contribuição para o debate”. Assim o cineasta Jorge Furtado apresenta a coletânea “Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder”. O livro será lançado pela Editora da Universidade Federal da Bahia, no próximo 27 de agosto, quarta-feira, em São Paulo. Foi organizado pelos professores Sérgio Amadeu da Silveira (Cásper Líbero-SP) e Nelson Pretto (Faculdade de Educação da Ufba) como resultado de seminários realizados pela Casa de Cinema de Porto Alegre em parceria com a Associação Software Livre, ocorridos no segundo semestre de 2007, como parte do Programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura. Reunindo acadêmicos de várias áreas do conhecimento, ativistas e artistas, “Além das Redes de Colaboração” trabalha a contradição entre as possibilidades de criação e disseminação culturais inerentes às redes informacionais e as tentativas de manter a inventividade e a interatividade sob o controle dos velhos modelos de negócios construídos no capitalismo industrial. O livro pretende jogar luz sobre essas batalhas biopolíticas para decifrar as disputas sociotécnicas em torno da definição de códigos, padrões e protocolos. Por isso, as tecnologias da informação e da comunicação foram avaliadas em suas dimensões mais importantes. As explicações nascidas da matriz do pensamento único, a qual procura esconder suas determinações histórico-sociais sob o discurso de uma racionalidade neutra, foram confrontadas com aquelas que pretendem dar transparência aos processos e politizar o debate sobre tais dimensões tecnológicas e sobre as históricas relações entre a ciência, o capital e o poder. Resumo: “Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder” Lançamento dia 27/08, quarta-feira, às 19h (logo após o Seminário de Direitos Autorais e Acesso à Cultura do Ministério da Cultura) Local: Auditório da USP Leste Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo. Baixe agora o Livro do Além das Redes de Colaboração.
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Dom, 12 de Abril de 2009 02:55 |
Acesse aqui o caderno com as propostas do MinC para o debate. Para subsidiar o debate sobre a Política de Direito Autoral, o Ministério da Cultura lançou um caderno contendo o diagnóstico do setor autoral no Brasil e as propostas do governo para os seguintes temas: - Gestão coletiva de direitos
- Mediação de conflitos e arbitragem
- Domínio público
- Registro de obras protegidas
- Estrutura organizacional
- Ambiente digital
- Relação entre o público e o privado
- Obras sob encomenda
- Relação entre investidores e criadores
- Obras audiovisuais
Acesse aqui o caderno em formato pdf. Acesse também a cartilha com onze dúvidas sobre Direito Autoral respondidas pelos técnicos do MinC.
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Sex, 10 de Abril de 2009 15:47 |
Edição Especial da Revista Universitária do Audiovisual - Ufscar.br link para o post original Tomados com plenitude pelo “espírito” ousado do CONTATO - Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica de São Carlos -, evento anual realizado por projetos da UFSCar como a Rádio UFSCar, o CineUFSCar e o LAbI, e, norteados, embora não limitados e em constante expansão, pelo tema dessa sua segunda edição, “Recombinações” - em sua essência muito além da mera recusa à busca de padrões e convenções artísticas mas, como uma verdadeira ferramenta desencadeadora de uma reflexão importantíssima acerca do papel de operadores mecânicos que tantas vezes temos desempenhados em detrimento da condição de agentes do processo- que apresentamos nossa segunda Edição Especial, um Dossiê Temático sobre “A Era Digital e seus Desdobramentos Estéticos”. Pautados por verdadeiras “idéias-universos”, justamente pela grandeza e ao mesmo tempo adimensionalidade que o termo deixa subentender, como Interatividade, verbete ainda sequer presente em muitos dicionários impressos tamanha “jovialidade” da idéia além de certa indefinição - perdoe-nos a subjetividade, mas que se perpetue por décadas a fio sem forma fixa, indefinível no sentido reducionista da substantivação - possibilitada pelo surgimento de Novas Mídias e a Convergência destas, e, a partir destacadamente da década de 70, de Novas Tecnologias ligadas à microeletrônica, no que tange não o seu aspecto tecnológico-numérico, mas de forma sensível a revolução que provocou nas formas tradicionais e até então consolidadas de produção, distribuição, e recepção dos produtos audiovisuais como microcosmo das Artes em geral, evidenciando justamente os desdobramentos estéticos nessa nova era: a Era Digital. Para tal, elegemos prioritariamente 7 subáreas imersas neste universo inesgotável e ainda tão pouco explorado no âmbito da divulgação do conhecimento via Artigos, tarefa esta proposta com total liberdade e reflexividade a um time de colaboradores escalado com pesquisadores reconhecidos pela excelência e tidos, muitas vezes, como referências consolidadas ou promissoras nas áreas. Precisamos - faz-se totalmente necessário aqui essa justificativa - ressaltar que essa divisão em Arte Eletrônica, Cinema, Fotografia Digital, Internet, Música, Tv Digital e Videoclipe, deu-se por questões formais e não temática, caso lida no sentido de dependência e dissociabilidade das áreas entre si e em relação ao todo. Convidamos, assim, todos os leitores a navegar nessa edição especial da forma menos tradicional possível: seja pelas possibilidades hipertextuais, pela não-linearidade do discurso, enfim, pela complexa idéia de Rede e, em última instância, da própria Comunicação Eletrônica enquanto Arte. Saiam da inércia esclorosante da passividade e tornem-se, no sentido mais amplo da palavra, agentes. Passem de meros receptores a criativos emissores no fundamental intercâmbio para o conhecimento dialógico! Cinema Fotografia Internet TV digital e… Som e Música Videoclipe Arte eletrônica Entrevista |
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Sex, 10 de Abril de 2009 15:45 |
Marcos Palacios - GJol link para o post original O primeiro está na D-Lib Magazine (July/August 2008, Volume 14, Number 7/8). De autoria de Peter B. Hirtle, da Cornell University, trata das dificuldades (em função de especificidades e dubiedades da legislação norte-americana) para se determinar se uma obra é ou não de domínio público. Livre acesso na web. O segundo está na New Media & Society (2008;10: 605-623). De autoria de Majid Yar, da Keele University (UK), é uma crítica às estratégias utilizadas pelas indústrais de copyrighyt (música, cinema e software) para criminalizar práticas de pirataria e roubo de copyright. O artigo analisa o discurso das campanhas anti-pirataria, que têm como alvo crianças e estudantes adolescentes, chamando atenção para o caráter parcial e mítico dos argumentos utilizados e propondo modos alternativos de legitimar, ao invés de demonizar, as práticas culturais de cópia. O abstract está livremente acessível e o texto completo está disponível no Portal de Periódicos da CAPES, para as instituições afiliadas. |
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